A inovação do metal duro

A inovação do metal duro

O metal duro (widia), para quem trabalha com usinagem, já é um elemento conhecido. Nessa área, é necessário cortar inúmeros materiais e essa não é uma tarefa que pode ser realizada com qualquer ferramenta. Por isso, utiliza-se o metal duro.

Nos primeiros anos do século 20, foi descoberta uma capacidade das máquinas de usinar o aço em uma alta velocidade devido a presença de partículas de carboneto na matriz metálica. Assim, o próximo passo viria ao produzir as ferramentas cortantes desse material, de puro carboneto de tungstênio.

O material cortante é muito utilizado nos processos de usinagem. Isso se deve ao fato deste material possuir uma combinação de alta resistência ao desgaste e grande resistência à compressão, permitindo então excelentes avanços e velocidades de corte, tornando os trabalhos muito mais ágeis e rápidos.

Assim, hoje o metal duro se trata de uma liga de tungstênio feita através de um processo conhecido como metalurgia do pó. Ele é obtido pela prensagem e sinterização de uma mistura de carboneto e outros materiais de menor ponto de fusão, chamados de ligantes, como o cobalto, níquel, titânio, cromo ou uma combinação deles. As maiores durezas são conseguidas com baixos teores de ligante e tamanho de grão reduzido. Por outro lado, maior tenacidade é obtida aumentando o teor de ligante e/ou aumentando o tamanho de grão.

Dividido em classes, o metal duro deve ser aplicado buscando a melhor estabilidade e rendimento do processo. A classe K é utilizada para corte de madeira e derivados e varia de K01 a K40. Quanto maior o número, menor a dureza e maior a tenacidade (capacidade de resistir ao impacto). De modo geral, as classes mais duras (K01 ou K05) são utilizadas em materiais com maior abrasividade como MDF, MDP, etc e para madeiras mais macias são utilizadas as classes mais tenazes (K10 e K20).

Devido a sua dureza muito grande, as peças podem se quebrar se expostas a esforços muito grandes. Dessa forma, a indústria metalúrgica precisou se adaptar, desenvolvendo formas de proteção e novas geometrias de corte. Atualmente, o metal duro é utilizado em diversos tipos de ferramentas, desde serras até tornos e limas. Entre suas vantagens estão a resistência ao desgaste e à compressão, possibilitando uma utilização ampla.

 

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